19 de junho de 2006

Dada a largada para o Festival de Cannes

Com um total de 24.862 trabalhos incritos, começa neste domingo, dia 18, o 53º Festival Internacional de Publicidade de Cannes. O evento, que acontecerá na Riviera Francesa até o dia 24 de junho, obteve inscrições de 81 países e um crescimento de mais de 12% em relação ao ano passado.
O Brasil obteve um aumento de trabalhos inscritos de 15% em relação a edição anterior e chega ao festival com 2.537 cases concorrentes. Com este número, o País recupera a segunda posição entre os que mais enviaram inscrições a Cannes em 2006, atrás apenas dos Estados Unidos, que concorrerão com 3.376 peças.
Entre as agências nacionais com mais trabalhos pretendentes ao Leão estão: AlmapBBDO, com 278 trabalhos; F/Nazca S&S com 240; DM9DDB com177; JWT com 160; Giovanni,FCB com 156; Fischer América com 147; DPZ com 128; McCann Erickson com 125, Lew Lara com 120 e Leo Burnett com 100 trabalhos inscritos.
Mas além de uma premiação reconhecida mundialmente, o festival é um evento de grande repercurssão no mercado publicitário. Por este motivo, algumas agências enviaram profisisionais exclusivos para realizar a cobertura do evento. Como é o caso da Fábrica Comunicação Dirigida. A empresa investiu na ida para Cannes de cinco profissionais, que postarão para o blog "Direto de Cannes", localizado dentro do site da agência. O canal será atualizado diariamente com textos, podcasts e vídeos com as principais notícias do festival.
Vamos lá Brasil em busca do HEXA e de muitos leões !

2 comentários:

  1. Grande Helena, quebra tudo!

    Segue matérias adicionais a esta reportagem!

    Brasil leva para Cannes número recorde de peças

    O Brasil participa da 53ª edição do Cannes Lions International Advertising Festival, o mais importante festival de publicidade do mundo, com número recorde de campanhas inscritas. São 2.537 peças publicitárias, o que dá ao país a segunda posição em número de campanhas concorrentes - o primeiro são os Estados Unidos com 3.376 inscrições. Em relação ao ano passado, o Brasil aumentou em 15% o número de campanhas inscritas.

    No total, 82 países participam do festival com 24.862 campanhas divididas em nove categorias. O número é 12,5% maior em relação às inscrições de 2005. A categoria "Filmes", porém, tem um número 2,7% menor de peças inscritas na comparação com o ano passado. O mesmo acontece com a categoria "Marketing Direto" - com queda de 6,5% no número de inscrições neste ano em relação a 2005.

    A categoria que registrou maior crescimento foi a "Titanium Lions". Concorrem nesta categoria, que foi criada em 2005 para premiar as idéias mais inovadoras e audaciosas, campanhas que integram várias mídias e formas de comunicação, que vão desde o tradicional filme publicitário de 30 segundos para televisão, ao marketing direto, internet, outdoor e novas mídias. Neste ano, a "Titanium" teve 202 inscrições, número 52% superior ao de 2005.

    O segundo maior aumento entre o ano passado e este ano foi a categoria "Media", com aumento de 36%. Nesta categoria são julgados os trabalhos que usam as chamadas mídias alternativas ou novas mídias.

    O crescimento dessas duas categorias, "Titanium" e "Media", sinaliza uma tendência cada vez maior entre agências e anunciantes que lançam mão de todas as formas de comunicação e mídia para alcançar um consumidor cada vez menos disponível para campanhas tradicionais.

    "A integração da comunicação é uma necessidade hoje em dia, e não apenas uma opção das agências de publicidade e dos anunciantes. Dependendo do nicho que se quer alcançar é preciso usar um conjunto de ferramentas de marketing em detrimento do formato tradicional de publicidade", afirma Luiz Buono, vice-presidente de planejamento e atendimento da Fábrica Comunicação Dirigida que participa do Festival de Cannes pelo quinto ano consecutivo.

    O ranking brasileiro mostra a agência AlmapBBDO com o maior número de peças inscritas - 272 peças inscritas, a maioria delas, na categoria "Press", ou mídia impressa. A agência F/Nazca vem em segundo lugar com 240 campanhas inscritas. Em terceiro lugar aparece a agência DM9DDB, com 177 inscrições.

    Em 2005, as agências brasileiras trouxeram na bagagem um número recorde de prêmios: um Grand Prix e 43 Leões.

    Neste ano, ao recuperar a segunda posição em número de peças inscritas, o Brasil também retoma o brilho e volta a assumir um lugar que já lhe pertenceu nos anos de 2001, 2002 e 2004. Em 2003, quando o mercado publicitário brasileiro atravessava uma forte crise, o país caiu para quarto lugar em número de campanhas exibidas no festival, sendo superado pela Grã-Bretanha.

    ResponderExcluir
  2. Brasileiros decepcionam em Cannes

    O Brasil ganhou apenas três leões de bronze na categoria Film (filmes). Os leões foram conquistados pela AlmpaBBDO com a campanha criada para a Gol Linhas Aéreas; pela Fischer America, com o filme produzido para o analgésico Neosaldina; e a Lew,Lara com filme institucional para a Schincariol.

    A entrega dos prêmios aconteceu no sábado no Palais des Festivals e marcou o encerramento do 53º Festival Internacional de Publicidade de Cannes.

    Na categoria Titaniun, na qual o Brasil não inscreveu nenhuma peça e que premia estratégias integradas de publicidade, uma agência de pequeno porte do Japão foi a vencedora, segundo a organização do festival informava ontem em seu site oficial.

    O Reino Unido foi neste ano o campeão do festival, com o maior número de leões conquistados. Foram 22. Logo atrás, com 21 prêmios, vieram os Estados Unidos. Com os leões de bronze da categoria Film, o Brasil somou 29 prêmios - cinco de ouro, oito de prata e 13 de bronze.

    A performance foi considerada fraca pelos profissionais que participaram do festival. "Temos de reconhecer que nossos filmes estão abaixo do esperado. Temos apresentado filmes com viés muito locais", comentou um publicitário.

    Segundo ele, o filme criado pela Duda Propaganda para o guaraná Antarctica com Armando Maradona como garoto-propaganda ilustra essa tendência. "Havia muita expectativa de que esse filme pudesse ganhar um leão. Mas é uma produção absolutamente local, com uma mensagem muito regional".

    A indisposição em relação ao Brasil foi acirrada, na avaliação do publicitário, com a discussão pública travada entre a agência Giovanni FCB e o ex-diretor de criação da agência, Fernando Campos, que movimentou os corredores do Palais des Festivals. A Giovanni não reconheceu o leão de bronze conquistado por Campos com uma campanha criada para a Ipas, uma ONG voltada à saúde da mulher. Segundo a Giovanni, a campanha foi inscrita à sua revelia. A organização do festival retirou o prêmio.

    ResponderExcluir