30 de maio de 2006

Chiclets sai da Caixinha após 60 anos


É a primeira vez em mais de 60 anos que a marca Chiclets, da Cadbury Adams sai de sua tradicional caixinha e vai para uma embalagem mais moderna, a Adams conseguiu aumentar a intenção de compra do produto em 97%.

Os jovens mostraram que não consomem Bubbaloo por ser de criança mas não gostam tanto do Trident, e foi por isso que a Adams adaptou a embalagem de seu Chiclete e esta fazendo o maior sucesso no mercado. Eu particularmente gostei bastante; A Caixinha já estava na hora de ser aposentada, não é mesmo ?

Curiosidades:
  • Hoje o produto ocupa a terceira colocação no mercado de goma de mascar
  • Uma nova Campanha para fidelizar a embalagem começou a veícular em abril
  • A criação ficou por conta da McCann-Erickson
  • Desde março, a marca vem passando por rejuvenescimento, com novas embalagens e fórmulas
  • O novo formatoque eliminou a caixinha, é chamado de stick (barrinhas)
  • Chiclets foi o primeiro produto da Adams no Brasil.


Um comentário:

  1. Vender guloseimas para adultos é o foco da inglesa Cadbury Adams

    Depois de 25 anos como goma de mascar, a marca Trident vai virar pastilha. A Cadbury Adams levou 18 meses para desenvolver o produto, o maior lançamento do ano na companhia. O Brasil será o primeiro a testar a novidade - emblemática da estratégia adotada pela empresa inglesa: de fortalecer marcas tradicionais com um banho de rejuvenescimento ou através de extensões de linha e focar no mercado adulto, onde a concorrência ainda é mais leve.

    No ano passado, a companhia se movimentou nas duas direções. Lançou a versão goma de mascar das balas Halls - sua primeira experiência em extensão de marca - e modernizou o Chicletes, que se manteve praticamente intacto durante os seus 60 anos de vida e que até hoje, para muitos consumidores, é sinônimo de goma de mascar.

    A marca Chicletes, que ficou 15 anos sem receber publicidade, ganhou roupagem, comunicação e sabores mais atuais para conquistar o público jovem, entre 14 e 18 anos. Dos tempos antigos, restou apenas a caixinha e a letra C em destaque no logotipo.

    A "sessentona" rejuvenesceu de tal maneira que os seus sabores foram batizados no melhor estilo moderno - como Knela (abreviação da sílaba ca usada pelos adolescentes na hora de usar a internet), e-morango e uva hip-hop. "As vendas este ano já cresceram 40% em relação ao ano passado", afirma Marcel Sacco, diretor de marketing.

    As novas estratégias da Cadbury foram delineadas depois de uma minuciosa pesquisa mundial, coordenada por Monitor Group e Ipsos em 20 países. A empresa procurou saber, com um profundo nível de detalhamento, quem são os consumidores de suas marcas. No Brasil, foram ouvidas quatro mil pessoas durante mais de um ano. "Redefinimos nossa estratégia e percebemos que podíamos usar a força de nossas marcas para explorar outros segmentos", diz Sacco.

    O lançamento das novas pastilhas Trident envolve um investimento na casa de R$ 8 milhões. Com a reformulação de Chicletes, a empresa gastou cerca de R$ 5 milhões. A Cadbury aproveita o crescimento médio de 15% ao ano de Trident para lançar as mini-pastilhas. "Vamos aproveitar o conceito de 'saudabilidade' da marca para lançar a primeira pastilha sem açúcar do mercado", afirma o executivo.

    As pastilhas Trident são uma clara resposta à líder Tic-Tac, da italiana Ferrero, a mesma fabricante dos chocolates Ferrero Rocher e Kinder Ovo. Cada pastilha tem menos de duas calorias, mas o produto contém açúcar em sua composição. "Nosso objetivo é alcançar 30% do mercado de mini-pastilhas nos primeiros seis meses", diz Sacco. A própria Cadbury já concorre no segmento com a marca Certs - esta sim, quase idêntica à concorrente Tic-Tac.

    A estréia de Trident em pastilhas revela também outro foco da Cadbury Adams: o mercado adulto. Nessa categoria a linha de produtos inclui, além de Hall's, Trident e Chicletes, as marcas Clorets e Freshen-up. Atualmente, cerca de 70% do negócio está concentrado em marcas adultas e 30% em infantis.

    A atenção ao mercado adulto se explica: a concorrência está fortemente posicionada no segmento infantil de balas e gomas de mascar. E, nesse terreno, a disputa é apertada.

    Embora não revele a sua participação de mercado, a Cadbury Adams tem a liderança em marcas como Trident e Halls. Nos chamados chicles de bola, Buballo, sua principal marca, briga de perto com Big Big, da argentina Arcor.

    "Somos líderes em chicle de bola infantil com mais de dez marcas", afirma Jorge Conti, diretor de marketing de guloseimas da Arcor, sem revelar, também, qual a sua fatia de mercado.

    Na Arcor, a área de guloseimas - que além de gomas de mascar, inclui pirulitos, balas recheadas, balas mastigáveis - responde por 65% do negócio e chocolate pelos outros 35%. Desde 2000, segundo Conti, a Arcor já investiu cerca de R$ 30 milhões entre investimentos comerciais, de marketing e tecnologia em chicles de bola. Entre suas marcas estão Big Big, Poosh e Bolin Bola.

    O segmento mais competitivo do mercado infantil são os chicletes simples, sem recheio. Nesse nicho, duas coisas são fundamentais para conquistar a simpatia da garotada: licenciamento (acompanhado de figurinhas) e preço unitário de moeda.

    Durante muitos anos, o preço desse tipo de produto ficou na casa dos R$ 0,05. A Cadbury disputa esse nicho com as marcas Ping Pong e Ploc. "Mantivemos nosso preço a R$ 0,10, quando todos cobravam R$ 0,05 e perdemos mercado", diz Sacco. "Mas, recentemente, a indústria não conseguiu manter o patamar dos R$ 0,05 e estamos reconquistando nossa participação."

    A General Brands, empresa que faz os Sucos Camp, está entre as nacionais que apostam nos chicles de bola. Dona da marca Gang, a empresa acaba de fechar licenciamento dos heróis Marvel e Turma da Mônica para aumentar seu espaço nesse mercado. Os últimos licenciamentos de Ping Pong são Chaves e o filme Carros, da Disney.

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