
Em 2005, a Espalhe criou uma ação de astroturfing para incorporadora Klabin Segall que teve como resultado a venda de todos os 688 apartamentos em apenas 2 horas, sem compra de mídia, apenas com o patrocínio de artistas de rua e personagens cariocas pelo movimento Eu Sou da Lapa, amplificado em um forte trabalho de relacionamento com a imprensa.
O objetivo do movimento Eu Sou da Lapa era vender o bairro boêmio carioca, charmoso para uma noitada e ao mesmo tempo impensável como opção de residência, antes de vender o empreendimento, para diminuir a resistência dos potenciais compradores.
Conforme verbete na Guerrilhapédia, o termo astroturfing foi criado por um senador norte-americano, num jogo de palavras carregado de ironia com o termo grassroots, expressão indicativa de movimentos espontâneos de determinadas comunidades, sem cunho político, governamental ou corporativo, com a função de chamar a atenção da imprensa para um problema local. AstroTurf, na realidade, é uma marca famosa de gramas sintéticas utilizadas nos Estados Unidos e serviu para designar ações políticas ou publicitárias que tentam criar a impressão de que na realidade tratam-se de movimentos espontâneos e populares.
Além de virar referência para todo o mercado imobiliário, que não cansa de tentar chupar emplacar algo parecido _ Eu amo o Brás, Eu sou da Mooca e, agora, o Eu amo Gama (dica do Marco Gomes) etc _ o case agora virou questão do ENADE – Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.
Não é brilhante ? Veja o Case completo:
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