13 de junho de 2006

O árduo trabalho dos mídias...

Publicidade. A maioria das pessoas, quando ouve essa palavra, pensa logo em profissionais descolados que ficam no computador criando coisas engraçadas e inteligentes para vender produtos. Mas pouca gente conhece o trabalho dos publicitários responsáveis pelo segmento de mídia das agências.

Esses trabalhadores têm a árdua missão de fazer a ponte entre o cliente e a parte de criação. Além disso, são responsáveis pela tarefa de adequar soluções rentáveis e criativas à verba disponibilizada pelo cliente, muitas vezes não muito vultuosa. Para tanto, é preciso um perfeito planejamento de mídia.
Apesar da importância, o mercado nacional de publicações sobre esse tema é nulo. Ou melhor, era, pois acaba de ser lançado Planejamento de Mídia – Teoria e Experiência (Pearson, 230 págs., R$ 53), de Paulo Tamanaha. O livro pretende preencher uma lacuna no mercado editorial publicitário e foi uma solicitação dos alunos de Tamanaha. Segundo ele, até então, só era possível obter material traduzido de outros países: “A experiência brasileira era deixada de lado.” Além dos universitários, a publicação também é destinada aos iniciantes na área de planejamento de mídia e professores universitários.
Paulo Tamanaha é gerente do núcleo de mídia da Secom/PR e professor licenciado da ESPM e das Faculdades Integradas Rio Branco. Tem larga experiência em planejamento de mídia em empresas como Gessy Lever, DPZ Propaganda e Touché Propaganda. Atuou também como gerente de marketing na Rádio Eldorado, além de sua própria agência, a MídiaResultado. Lecionou ainda na Escola de Comunicação e Artes da USP, na Universidade Metodista de São Paulo e na FAAP, entre outras. Planejamento de Mídia é sua segunda publicação. A primeira (como co-autor) é Curso de Propaganda: do Anúncio à Comunicação Integrada. Tem artigos publicados nas revistas About e Mercado Global, além do jornal Meio e Mensagem.
Pessoal, não ganhei nada pra fazer a propaganda do livro, mas nós estudantes sentimos muita dificuldade na área de mídia, principalmente de livros de apoio, por isso, quando recebi esta materia gentilmente cedida pelo meu amigo Sergio Ricardo, resolvi postar e divulgar, espero que ao menos o Sr Paulo Tamanasha leia meu blog...rs.

Um comentário:

  1. Vejam isso - Folha de São Paulo, em 09 de maio de 2006:

    Abuso do "off the records" é criticado

    O apelo a informantes que não deixam ou não podem deixar seus nomes serem publicados pelos jornalistas afeta a credibilidade do jornalismo. O "off the records", expressão em inglês e jargão jornalístico para as informações fornecidas por fontes não reveladas para o leitor, deve sofrer alguma forma de restrição por parte das empresas de mídia.

    Foi basicamente essa a conclusão da palestra de Manning Pynn, ombudsman do jornal "The Orlando Sentinel", da cidade norte-americana de Orlando, Flórida, e do debate que ele suscitou, em São Paulo, durante a 26ª Conferência Anual da ONO.

    A questão é tão problemática nos Estados Unidos, disse Pynn, que ainda há duas semanas ela foi objeto de relatório de 97 páginas na reunião anual da Anse (sigla em inglês para a Associação Americana de Editores de Jornais).

    Pynn citou pesquisa feita com pouco mais de 400 jornais americanos, na qual um quarto deles afirmou que em nenhuma circunstância publicava informações sem identificar a respectiva fonte. Outra pesquisa demonstrou que reportagens atribuídas genericamente a um informante não identificado era considerada "muito arriscada" por 68% dos leitores americanos mais jovens.

    Jornais como o "New York Times", o "Washington Post" e o "Los Angeles Times", disse ainda Pynn, regulamentam o uso do "off the records". Jornais menores, como o "The Orlando Sentinel", tendem a aceitá-lo em despachos das agências -sobretudo quando tratam de política interna americana e são provenientes da capital, Washington.

    Jeffrey Dvorkin, ombudsman da NPR (Rádio Pública Nacional americana), mediador do debate, citou o caso ocorrido nos anos 90, em que, com base numa denúncia anônima, a rede pública de televisão canadense, a CBS, noticiou que tropas canadenses haviam maltratado adolescentes na Somália. Foi, no entanto, uma iniciativa arriscada, disse ele.

    "O uso do "off" é excessivo no Brasil", disse o ombudsman da Folha, Marcelo Beraba. O excesso é constatado sobretudo em Brasília, nas reportagens políticas e econômicas. "Isso corrói a credibilidade dos jornais", afirmou.

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