23 de maio de 2006

Estadão se preocupa com Violência em São Paulo e cria página em branco...


A Talent criou um anúncio diferente para o jornal Estadão. Circulou hoje uma página em branco, com o título: "Uma página de silêncio em respeito aos mais de 40 milhões de paulistas vítimas da violência". Trazia ainda a assinatura: "Estadão: O jornal de quem pensa ÃO".

A peça é uma homenagem aos paulistas que sofreram recentemente com a onde de violência.
O anúncio foi veiculado no caderno Metrópole, ao lado de uma seção especial sobre a crise na segurança paulista.

3 comentários:

  1. O Anúncio Secreto

    No livro 'Homens e coisas de jornal' (Editora Globo, 1944), Alcides Gonzaga mostra que a picaretagem é tão velha quanto o jornalismo. Nos anos 40, havia em Porto Alegre um repórter, conhecido pelas iniciais de L. H. Ele, para reforçar o que ganhava, editava o jornal A Folha, que aparecia de vez em quando. Conta Gonzaga: 'Os anúncios eram cobrados pela tabela dos grandes jornais. Um dos amigos a quem L. H. dava preferência era o comendador Antônio Chaves Barcellos Filho, cuja verba de publicidade havia estourado. Abordado por L. H., a quem não queria deixar de ser agradável, o comendador disse sorrindo: 'Você não se incomode. Vou pagar-lhe o preço do reclame com a condição de não ser publicado, para evitar que me apareçam outras solicitações'. L. H. retrucou: 'Compreendo perfeitamente. O comendador está desenhando o tipo do 'anúncio simbólico'. Pois muito bem. Quero apenas saber quantas vezes quer que não apareça, para trazer-lhe o recibo''. Era a consagração do anúncio secreto.

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  2. O Anúncio Secreto

    No livro 'Homens e coisas de jornal' (Editora Globo, 1944), Alcides Gonzaga mostra que a picaretagem é tão velha quanto o jornalismo. Nos anos 40, havia em Porto Alegre um repórter, conhecido pelas iniciais de L. H. Ele, para reforçar o que ganhava, editava o jornal A Folha, que aparecia de vez em quando. Conta Gonzaga: 'Os anúncios eram cobrados pela tabela dos grandes jornais. Um dos amigos a quem L. H. dava preferência era o comendador Antônio Chaves Barcellos Filho, cuja verba de publicidade havia estourado. Abordado por L. H., a quem não queria deixar de ser agradável, o comendador disse sorrindo: 'Você não se incomode. Vou pagar-lhe o preço do reclame com a condição de não ser publicado, para evitar que me apareçam outras solicitações'. L. H. retrucou: 'Compreendo perfeitamente. O comendador está desenhando o tipo do 'anúncio simbólico'. Pois muito bem. Quero apenas saber quantas vezes quer que não apareça, para trazer-lhe o recibo''. Era a consagração do anúncio secreto.

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  3. O Anúncio Secreto

    No livro 'Homens e coisas de jornal' (Editora Globo, 1944), Alcides Gonzaga mostra que a picaretagem é tão velha quanto o jornalismo. Nos anos 40, havia em Porto Alegre um repórter, conhecido pelas iniciais de L. H. Ele, para reforçar o que ganhava, editava o jornal A Folha, que aparecia de vez em quando. Conta Gonzaga: 'Os anúncios eram cobrados pela tabela dos grandes jornais. Um dos amigos a quem L. H. dava preferência era o comendador Antônio Chaves Barcellos Filho, cuja verba de publicidade havia estourado. Abordado por L. H., a quem não queria deixar de ser agradável, o comendador disse sorrindo: 'Você não se incomode. Vou pagar-lhe o preço do reclame com a condição de não ser publicado, para evitar que me apareçam outras solicitações'. L. H. retrucou: 'Compreendo perfeitamente. O comendador está desenhando o tipo do 'anúncio simbólico'. Pois muito bem. Quero apenas saber quantas vezes quer que não apareça, para trazer-lhe o recibo''. Era a consagração do anúncio secreto.

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